Como fazer R$ 1000 por mês com opções | Estratégia Simples e Segura

Uma das perguntas que mais recebo nas minhas redes, em geral, é a seguinte:

“Como posso gerar uma fonte de renda consistente no mercado?”.

Muitas pessoas que sonham em viver de renda acabam encontrando no mercado de opções o terreno perfeito para realizar esse sonho, principalmente porque existem as estratégias de renda com opções com as quais conseguimos gerar um fluxo contínuo de caixa.

E é sobre uma dessas estratégias que eu vou falar hoje, comparando inclusive o mercado brasileiro com o mercado americano.

Em 2012, quando comecei no mercado de opções, não existia muita liquidez entre opções de compra e de venda no mercado, então eu executava uma estratégia clássica, chamada de lançamento coberto.

Nela, você compra uma ação de uma empresa e fica vendendo opção de compra, ou seja, você se obriga a vender ação se o mercado subir muito, recebendo a taxa da operação enquanto isso.

Depois eu descobri as PUTs, ou opções de venda, que garantem ao titular o direito de vender um determinado ativo por um determinado preço.

Quem está vendendo essas opções de venda acaba adquirindo a obrigação de ter que comprar o ativo se o mercado cair.

Quando você está trabalhando com uma boa empresa, com um bom ativo, que está sendo negociado por um bom preço, em uma situação na qual você já iria comprar essa ação de qualquer forma, você tem a oportunidade de receber dinheiro para ter que comprar essa ação caso o mercado caia.

Obviamente essa estratégia de início é bem simples, podendo ser associada a outras estratégias, montando o que chamamos s de operações estruturadas.

Essa é uma estratégia ganha/ganha clássica.

Porém, já aconteceu bastante comigo no passado o seguinte erro na hora de executar esse tipo de estratégia: buscar o ativo que está pagando as melhores taxas, com a volatilidade lá em cima.

E esse é um erro muito comum,  porque existem muitos ativos ruins, de péssimas empresas, que estão com a volatilidade obviamente lá em cima , pagando taxas absurdas.

Eu já fui obrigado a comprar algumas bombas que ficaram ali na minha carteira.

No mercado americano isso acaba acontecendo muito, pois lá temos uma infinidade de ações com liquidez nas opções.

Porém, temos muitos ativos negociados que estão em processo de recuperação judicial ou até mesmo à beira da falência.

Para fazer a escolha de uma ação de forma interessante é importante você entender o risco em ter que adquirir uma ação.

É importante entender também que você estará delegando risco para as ações. E aí, o risco de longo prazo é a probabilidade daquela empresa vir à falência.

Então, são três os aspectos que você tem que olhar ao fazer a escolha de uma ação.

Primeiro, a performance. Essa ação:

  • É lucrativa?
  • Tem bom retorno sobre o patrimônio líquido?
  • Negocia com boas margens?
  • Gera um fluxo de caixa interessante?

Segundo, o risco da companhia. Para isso, você precisa avaliar:

  • Qual o balanço patrimonial daquela empresa?
  • O que ela tem de passivo circulante?
  • Quais as despesas? dívidas? obrigações de curto prazo?
  • Essa empresa tem fluxo de caixa para cumprir com todas essas obrigações?

O terceiro ponto, obviamente, é o preço de negociação dessa ação.

  • Como está o seu valuation?
  • O mercado está negociando em uma região de otimismo ou de pessimismo?

Nesse vídeo você consegue entender como fazer essa análise de forma mais detalhada.

Vamos colocar isso em prática?

Eu escolhi um ativo do mercado brasileiro, o B3SA3, por exemplo.

Existe uma infinidade de opções para esse ativo, e uma dica para escolher a melhor opções é usar a estratégia do delta.

No Brasil, utilizamos o delta entre 0,15 e 0,20, porque ele nos dá um espaço para trabalhar bem essas estratégias, além da possibilidade de montar outras operações, como a utilização do lançamento sintético associado a uma outra estratégia que aumente essa renda.

Nos Estados Unidos, conseguimos utilizar o delta entre 0,20 e 0,30, porque o espaço de manejo é muito melhor, com vencimentos semanais nas opções e liquidez para opções de até 800 dias ou mais.

Claro que podem acontecer  momentos nos quais as taxas estão lá em cima ou lá embaixo.

Em 2020, por exemplo, tivemos o Corona Crash.

O mercado despencou e nós montamos uma operação como essa em Petrobras, pagando 25% ao mês.

Claro que hoje esse não é mais o cenário, pois temos no mercado um indicador chamado volatilidade implícita, que me diz o quanto os investidores estão esperando de volatilidade para o mercado.

Então tem que tomar bastante cuidado para não escolher as ações tão somente pela volatilidade implícita, porque a corremos o risco de escolher ações bomba, que podem explodir na sua mão.

Se eu fosse trabalhar com a B3SA3, por exemplo,  em uma opção aqui com delta aproximadamente 0,20, para gerar uma renda de R$ 1000 no mês, precisaríamos de R$ 41.919.

No mercado americano esse valor é menor, porque lá temos os vencimentos semanais, que nos permitem coletar uma taxa maior ao longo do mês.

Além disso, a utilização da margem de garantia lá é diferente daqui.

No Brasil, você tem a obrigação de comprar R$ 41.919 em ações da B3SA3 se o mercado cair, recebendo R$ 300 de taxa para montar essa operação.

A corretora vai bloquear esse valor no seu saldo disponível (em ativos, ações, renda fixa, conta corrente) até a data do vencimento, caso você seja obrigado a comprar a ação.

Nos Estados Unidos tudo é margem de garantia. Se você vai comprar ou vender uma opção, ele faz chamada de margem, que corresponde a metade do preço dela.

Quando você utiliza margem dessa forma, você está trabalhando de forma alavancada, então você tem que ser muito mais criterioso no processo de escolha das ações.

Utilizando as ações da Paramount, por exemplo, que é um ativo que temos trabalhado muito no mercado americano.

Para 3 dias, uma opção com delta igual a 0,30 vai estar pagando US$0,51 de taxa em cima da obrigação de comprar o ativo a US$ 15,50.

Ou seja, vou receber 3,29% em 3 dias.

A Paramount é um ativo com uma estrutura de risco um pouco maior, por ser uma empresa de streaming, um mercado altamente competitivo e que tem enfrentado alguns problemas. Então sempre tomamos muito cuidado.

Porém, são US$ 51 dólares de renda por semana, sem usar alavancagem.

Trazendo aquela projeção de uma renda de R$ 1000 por mês, no mercado americano nós precisaríamos de apenas R$ 3875 (contra os R$ 41.919 necessários no mercado brasileiro).

Claro que todos esses valores sofrem variações dependendo do ativo, da liquidez das opções e do cenário do mercado.

O importante é sempre diversificar sua carteira, para garantir que você possa aproveitar o melhor dos dois mercados.

 

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