Short strangle: o que é e como executar a estratégia?

Short strangle: o que é e como executar a estratégia?

As opções oferecem oportunidades para lucrar em qualquer tipo de cenário, seja de alta, de baixa, ou até mesmo quando o mercado está parado.

Guia Do Iniciante em Opções

Como sair do zero e dar seus primeiros passos no mercado de opções

Mesmo que não seja normal no mercado de ações, com opções isso é possível de maneira bastante simples. 

Neste artigo, conheça o short strangle, uma variação de uma das estratégias mais comuns do mercado, e própria para ganhar dinheiro com momentos de lateralização.

O que é o short strangle?

Também conhecido como sell strangle, ou, em português, strangle vendido. Trata-se de uma estratégia utilizada principalmente quando o investidor acredita que a ação ficará estável até o dia de vencimento das opções. 

Derivada do strangle, a estratégia tem alta probabilidade de lucro.

No strangle, a operação tenta pegar ganhos exponenciais com risco limitado, com a compra de uma PUT e a compra de uma CALL. 

Como a compra a seco não tem limite em uma movimentação de alta, o strangle te dá possibilidade de ganhos infinitos, e na movimentação de queda, os riscos ficam limitados à queda máxima do ativo.

No entanto, nesses casos, a probabilidade de êxito da operação é muitas vezes abaixo da casa dos 20%, ou seja, o investidor paga por uma estratégia que normalmente dá errado.

É aí que entra o short strangle.

A operação é feita de forma invertida, ao invés de comprar as opções, eu vendo-as. No entanto, isso também tem valor oposto ao strangle tradicional: a probabilidade de êxito é muito alta, os ganhos limitados, e o risco é ilimitado. Portanto, é preciso ter cuidado.

Como funciona?

A ideia é vender uma CALL e uma PUT com a mesma data de vencimento e do mesmo ativo-objeto, mas com o strike diferente. 

Para a estratégia funcionar, o strike da CALL precisa ser maior que o da PUT, e ambas as opções precisam estar OTM (fora do dinheiro) quando a estratégia for montada.

Assim, você recebe taxas por montar a operação. 

Se preferir, no vídeo a seguir eu explico melhor sobre a diferença entre Strangle e Short Strangle e como podemos executar a estratégia:

Em um cenário de lateralização 

Se o valor de seu ativo-objeto ficar na região entre os strikes, nenhuma das duas opções vão ter exercício. Ou seja, as duas vão virar pó, somente deixando de existir, e você não terá prejuízo.

Nesse caso, o dinheiro recebido pela montagem da operação fica na sua conta.

Em um cenário de baixa

Se o mercado começar com movimentação de queda e vier abaixo do strike da PUT, você ainda fica com todo o dinheiro recebido para montar a CALL, que não vai ter exercício. Porém, terá a obrigação de comprar o ativo-objeto, gastando dinheiro com isso, mas poderá vendê-la a preço de mercado, diminuindo sua perda.

Em um cenário de alta

Agora, o grande ponto é quando começa a movimentação de alta. Se o mercado vier acima do valor de strike, você terá a obrigação de vender o ativo. 

O problema é que você estará vendido a descoberto, ou seja, com a obrigação de vender a ação sem tê-la na carteira.

Se subir muito, provavelmente terá que desembolsar um valor muito alto para comprá-las e então vendê-las ao valor de strike pré-determinado. 

Riscos do short strangle

Dessa forma, o potencial de lucro é limitado ao crédito recebido para montar a operação. 

No entanto, o potencial de perda é ilimitado, já que as ações podem subir indefinidamente. E se caírem, a perda se limita ao tanto que a ação cai, chegando ao limite de zero.

No entanto, é pouco comum essas movimentações extremas para cima aconteçam, mas o risco não pode ser ignorado. Quando isso acontece, chamamos essas movimentações atipicas de cisnes negros.

Nesses casos, trata-se de um risco específico, ou seja, um risco associado a um evento específico de uma empresa específica.

Como mitigar os riscos?

Primeiro, é possível usar opções de ETFs – como o BOVA11, fundo que replica o índice Ibovespa – para diminuir o risco de pegar as movimentações específicas de ativos, como as que aconteceram com a Americanas (AMER3), a Petrobras (PETR4), ou a Vale (VALE3) nos últimos anos. 

No entanto, o uso de um ETF não zera o risco de uma movimentação sistêmica, como as que aconteceram no Corona Crash, na greve dos caminhoneiros e por aí vai.

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Existe, porém, uma forma de diminuir esse risco consideravelmente, que seria adicionar mais duas opções à equação e transformar o short strangle em um Iron Condor. 

Se quiser conhecer outras estratégias com opções, temos diversos conteúdos sobre isso aqui no site e no canal do YouTube da Invius.

Leia também: Principais Estratégias Para Ganhar Dinheiro No Mercado De Opções

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