Risco sistêmico e não sistêmico: qual a diferença entre eles?

Não existe maneira de investir o seu dinheiro sem risco. Seja em ativos de Renda Fixa seja em ativos de Renda Variável, sempre há algum tipo de risco envolvido na operação. A diferença é que existe o risco sistêmico e não sistêmico, o que permite diferentes estratégias de proteção.

Se você já tem alguma familiaridade com o mercado financeiro, provavelmente já ouviu falar de “diversificar a carteira” para poder “reduzir os riscos”, não é mesmo? De fato, a diversificação de aplicações é uma estratégia muito poderosa que ajuda a proteger o seu patrimônio. De acordo com Harry Markowitz, vencedor do Nobel de Economia, uma carteira de investimentos deve ter entre 15 e 20 ativos para poder otimizar a sua proteção via diversificação.

No entanto, não basta escolher qualquer ativo para contar como diversificação. É essencial entender a diferença entre risco sistêmico e não sistêmico para poder diversificar do jeito certo. Quer aprender como esse conceito ajuda a proteger os seus investimentos? Então siga a leitura do artigo abaixo!

O que é risco sistêmico e não sistêmico?

Todo investimento tem risco isso é um fato do mercado de ações. No entanto, nem todo risco é igual. Nós podemos dividi-los em duas categorias: sistêmicos e não sistêmicos.

Os riscos sistêmicos são aqueles que, como o nome indica, afetam todo o sistema, ou seja, todas as aplicações daquele tipo sofrem com esse risco. Por exemplo, todas as ações da Bolsa de Valores sofrem quando acontece uma queda geral, como a causada pela pandemia do novo coronavírus em março de 2020.

Já os riscos não sistêmicos são aqueles que afetam apenas um ativo ou apenas um segmento do mercado. Por exemplo, uma possível alta ou queda no valor do barril de petróleo no mercado internacional afetará os papéis da Petrobrás, mas não os de outras empresas, o mercado de opções ou de Renda Fixa.

Quais as diferenças entre eles?

A principal diferença entre um risco sistêmico e não sistêmico, além da cobertura de cada um, é que o risco não sistêmico é defensável, enquanto o sistêmico não. Ou seja, é possível usar a diversificação de investimentos para se proteger dele.

Como o risco é não sistêmico, isto é, não pega todo o sistema, é possível destinar parte do seu patrimônio para outro ativo que não sofre daquele risco. Assim, se o cenário negativo se concretizar, parte do seu dinheiro estará protegido. 

Como se proteger dos diversos tipos de riscos?

Para poder diversificar a sua carteira do jeito certo, é necessário entender a correlação entre os ativos. Ela pode ser:

  • positiva: quando os dois ativos se movimentam na mesma direção;
  • neutra: quando não há correlação entre eles;
  • negativa: quando os ativos se movimentam em direção oposta.

Por exemplo, quando o dólar sobe muito, é sinal de que o índice Ibovespa está em queda (e vice-versa). Portanto, há correlação negativa entre eles. Assim, é possível se proteger de variações da Bolsa com o investimento em dólar.

É por isso, portanto, que Markowitz recomenda em seu trabalho que uma carteira de investimentos tenha entre 15 a 20 ativos. Afinal, com essa amplitude, é possível criar mecanismos inteligentes para poder se proteger da maioria dos cenários não sistêmicos e manter seu patrimônio.

Pronto! Agora você já sabe a diferença entre risco sistêmico e não sistêmico, além de como defender o seu dinheiro da melhor maneira possível. Deu para ver que é importante ter uma diversificação de tipos de investimentos e de setores para alcançar um maior nível de proteção, não é mesmo?

No entanto, gerenciar tantos investimentos diferentes pode dar um pouco de trabalho. É por isso que existem muitos aplicativos diferentes no mercado para ajudar a organizar a carteira de investimentos das pessoas. Confira agora mesmo uma lista com 5 ótimos aplicativos para investidores e saiba como usá-los para gerenciar suas aplicações!

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