Você sabe o que é o Ibovespa? Entenda agora mesmo!

Você sabe o que é o Ibovespa? O mercado financeiro é repleto de diversos conceitos que impactam diretamente as estratégias que são executadas diariamente pelos investidores. Conhecer o significado desses elementos pode fazer toda a diferença no resultado de suas aplicações.

Um desses conceitos que você precisa conhecer é o Ibovespa. Neste artigo, mostraremos o que isso significa e como ele pode ser utilizado na sua rotina de investimentos. Continue a leitura!

O que é o Ibovespa?

O Ibovespa ganhou grande expressão a partir do mês de março de 2019, especialmente no dia 18, quando o indicador alcançou a marca dos 100 mil pontos, atingindo um recorde histórico, o que foi renovado ao longo dos meses seguintes. Nesse sentido, muitas pessoas passaram a se perguntar: “Mas, afinal, o que é o Ibovespa?”.

Basicamente, trata-se de um indicador do mercado de ações brasileiro, considerado o mais importante pelos investidores. Assim, ele é projetado para servir como um resumo numérico do comportamento das principais ações negociadas na Bolsa de Valores. Com isso, é possível facilitar consideravelmente o acompanhamento e a divulgação da rentabilidade desses papéis. 

Nesse sentido, é definida uma carteira teórica de ações que é composta por empresas com o maior volume financeiro durante um determinado período. Assim, o Ibovespa faz uma espécie de simulação do desempenho de uma aplicação de recursos nessa carteira.

A medida desse indicador é feita em pontos, atribuídos a um valor base, que seria a aplicação inicial. Ele foi criado em 1968 com o valor base definido em 100 pontos. Desde então, o Ibovespa sofreu diversos ajustes, chegando até o numeral que temos atualmente, ultrapassando os seis dígitos nos últimos meses.

Como o índice é calculado?

O cálculo do Ibovespa é feito por meio do peso que as ações têm na carteira teórica, bem como do valor que a sua cotação tem no dia. Assim, é necessário multiplicar o peso do valor do papel pela sua cotação. Nesse caso, essa soma corresponde aos valores numéricos dos pontos do Ibovespa.

Como as ações das empresas são acompanhadas a todo instante e têm os seus preços modificados em relação à sua oferta e à demanda, a todo o momento, o cálculo do indicador é feito a partir de novos valores e, assim, oscila minuto a minuto.

Em outras palavras, além da composição da carteira teórica do Ibovespa, é necessário considerar o peso da ação no indicador. Assim, ao definir essa representatividade, as oscilações de ponto do índice variam de acordo com a cotação das ações das companhias dentro de cada um dos pregões.

Logo, esses pontos do Ibovespa equivalem ao montante necessário em reais para adquirir cada uma dessas ações, considerando a sua proporcionalidade. Ou seja, se o índice estiver em 115.000 pontos, é necessário ter R$ 115.000,00 para adquirir o grupo de ações que fazem parte do índice.

Quais são os critérios para a composição do Ibovespa?

Para que uma ação seja listada no Ibovespa, é preciso que o ativo atenda a alguns requisitos. O primeiro é que ele seja listado na Bolsa de Valores. Logo, alguns elementos, como BDRs ou papéis de companhias em recuperação judicial, não são elegíveis para compor o indicador.

Além disso, a empresa precisa ter um grande Índice de Negociabilidade (IN) na Bolsa de Valores nos últimos três anos. Ela também deve ter sido negociada por, pelo menos, 95% dos pregões no mesmo período.

Outro ponto importante é que a companhia precisa movimentar um volume equivalente a, pelo menos, 0,1% do total do mercado à vista dos últimos três anos, não sendo classificada como penny stock, ou seja, com ações com valor médio inferior a R$ 1.

A partir desses critérios, a carteira teórica do Ibovespa é revisada a cada quatro meses. Assim, a performance das ações é avaliada durante o quadrimestre com o objetivo de analisar se a composição atual é compatível com os critérios, inserindo, removendo ou mantendo as companhias listadas na Bolsa de Valores no indicador.

Quais são as principais ações que compõem o índice?

São dezenas de empresas que compõem o Ibovespa e muitas delas são conhecidas pela maioria dos brasileiros. Separamos uma lista com as principais corporações que impactam o valor do índice. Veja quais são:

  • Itaú Unibanco (ITUB4);
  • Bradesco (BBDC4);
  • Vale (VALE3);
  • Petrobras (PETR4);
  • Petrobras (PETR3);
  • Ambev (ABEV3);
  • Banco do Brasil (BBAS3);
  • B3 (B3SA3);
  • Itaú S.A. (ITSA4).

O percentual de participação de cada uma das empresas no índice pode se alterar bastante. Afinal, diariamente, acontecem oscilações que podem fazer com que o valor das ações dessas e de outras companhias que compõem o Ibovespa suba ou desça, variando a participação de determinadas corporações no indicador.

Existe a possibilidade de investir no Ibovespa?

O investimento no Ibovespa é feito por meio de um conceito chamado Exchange Traded Funds (ETFs), que são fundos de ações negociados na Bolsa de Valores compostos pelas mesmas ações que integram o indicador. Essa negociação é feita por meio dos códigos que mencionamos abaixo.

BOVV11

Esse ativo tem como gestor o Itaú Unibanco e um patrimônio de cerca de R$ 5,7 bilhões. Assim, 95% desse capital é destinado para investir em ações que compõem o Ibovespa.

BOVA11

Esse é um dos mais populares ETFs comercializados na B3. O fundo é gerenciado pelo Black Rock Brasil, uma empresa americana que investe cerca de 95% do patrimônio nas ações que compõem o Ibovespa, destacando-se papéis da Vale, do Itaú, da B3 e da Petrobrás.

BOVB11

O ETF BOVB11 é um tipo mais recente, criado no ano de 2019, e gerenciado pelo Bradesco Asset.

XBOV11

Finalmente, outro ETF em que você pode investir é o XBOV11, gerenciado pela Caixa Econômica Federal desde o ano de 2012. Uma das suas principais características é a sua taxa de administração, sendo uma das mais altas de todos os fundos mencionados, chegando a cerca de 0,50% ao ano.

Agora que você já sabe o que é o Ibovespa, veja como ele pode ser inserido no seu dia a dia como investidor. Vale a pena consultar as oscilações desse indicador diariamente, especialmente inserindo-o em suas análises sobre a compra e a venda de ações na Bolsa de Valores.

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