Luan Onofre: Das redes sociais ao Tubarão da Bolsa

Nesse episódio do At the Money, abordamos um assunto super diferente daquele que o mercado financeiro está acostumado: a produção de conteúdo com Luan Onofre.

Você vai aprender sobre a transformação na vida das pessoas através de conteúdos e entretenimento envolvendo investimentos no mercado financeiro.

Quem é Luan Onofre?

Criador do canal Tubarão da Bolsa e do Podcast TubaCast, Luan Onofre é um dos grandes produtores de conteúdo digital sobre investimentos e alcançou mais de 193 mil seguidores nas redes sociais.

Acompanhe o episódio completo a seguir:

Como sair do endividamento?

Luan Onofre explica que o melhor jeito para sair do endividamento é buscando uma renda extra. 

Para isso, a dica do especialista é observar as necessidades do momento. No meio digital, por exemplo, existem diversas possibilidades para oferecer seus serviços e fazer uma renda extra.

A partir disso, começar a construir uma reserva de emergência é o ideal para um bom planejamento financeiro. E, então, investir parte do patrimônio em renda variável, sem que isso comprometa sua reserva e seu estilo de vida.

No entanto, para o produtor de conteúdo, estudar e investir tempo em você mesmo são pontos cruciais para esse processo, além de ter dedicação.

Neste sentido, Onofre explica sobre a importância da opcionalidade, ou seja, de fazer várias tentativas, apesar de erros, porque um único acerto pode mudar sua vida – o que serve tanto para o mundo de investimentos, quanto para todo resto.

Maior desafio no mundo dos investimentos

Quando questionado, Onofre comenta que a ansiedade foi seu maior desafio. 

Para ele, a dificuldade é mais emocional, “a maioria das perdas que a gente tem ou das más escolhas que a gente faz na vida tem fundo emocional”.

Quando estamos iniciando neste mercado, principalmente o de ações, é normal ter o impulso de ficar acompanhando diariamente os rendimentos e tomar decisões baseados em poucos dias e em análises pouco eficazes.

Essa falta de paciência misturada com falta de conhecimento acaba prejudicando a rentabilidade dos investimentos. 

Muitos investidores iniciantes não entendem que perda temporária não é uma perda permanente.

Como diz o pessoal do value investing: risco não é volatilidade, mas é a probabilidade de você ter uma perda permanente.

Assim, ficar girando a carteira às vezes só traz prejuízos.

Maior desafio para empresa

Produzir conteúdo. 

Sejam posts, artigos ou vídeos, a produção de conteúdos exige muito foco, constância e análise de mercado junto com a qualidade entregue.

Segundo Luan, manter o equilíbrio entre trabalhar muito e descansar é extremamente complicado.

Cada vez mais, vemos produtores de conteúdos, tanto famosos quanto menores, desenvolvendo Síndrome de Burnout. Neste sentido, é preciso ter cuidado com a saúde mental e física.

Como construir um portfólio?

Luan divide seu portfólio em 2 partes: 80% de seu patrimônio é direcionado para ações mais seguras e 20% para investimentos mais arriscados.

A primeira parte ele reserva para empresas mais resilientes e anticrise, que costumam dar lucro sempre e pagam bons dividendos, como é o caso de Banco do Brasil (BBAS3) e Sanepar (SAPR4). 

Os outros 20% são direcionados para posições mais especulativas, como criptomoedas e empresas passando por special situations – em português, situação especial (ou seja, companhias que estão passando por algum evento atípico, como recuperação judicial), por exemplo, a Oi (OIBR4).

Mesmo com a divisão, o mais importante para Luan é diversificar os investimentos, seja com renda fixa, FIIs, mercado de ações, derivativos – como opções – criptomoedas e o que mais tiver.

Investimentos em criptomoedas

Luan explica que o mercado de criptomoedas é muito abstrato.

No mercado tradicional, você consegue analisar as ações com dados mais plausíveis, como fluxo de caixa descontado, valuation, dividendos, valor patrimonial, entre outros.

Já nas criptos, você não tem dados deste tipo, você tem projetos, e a maioria dos projetos não são sólidos e não tem potencial. 

De acordo com Luan, “o mercado tem muita falta de profissionais que realmente estudam o mercado cripto, [então] é muito fácil enganar as pessoas”. Portanto, é preciso ter muita atenção para investir nesse meio.

No entanto, existem criptoativos mais validados, como o Bitcoin (BTC), ou empresas de blockchain, como Ethereum (ETH), Fanton (FTM), Avalanche (AVAX).

Apesar de ainda serem considerados investimentos de especulação, esses ativos já estão mais consolidados no mercado e você pode investir em alguns, mas sempre dentro da parcela de 20% do portfólio. 

Para quem está iniciando

Segundo Luan, o melhor investimento para iniciar é fundos de investimento imobiliário (FIIs).

Um FII é uma parte de algum imóvel, de alguma propriedade, ou até de direito de construção civil.

Neste tipo de investimento, o investidor já começa a ter rendimentos no mês seguinte. Apesar de não serem retornos excepcionais – inclusive, a maioria é muito pequeno – mas é uma maneira de o investidor iniciante não ficar desestimulado. 

A aposta de Luan para o momento é o Maxi Renda FII (MXRF11), “você compra com menos de R$10 e todo mês ele vai te pagar dividendos, ou seja, gera renda passiva”. 

Neste caso, o maior risco que temos é se o fundo for vendido. Ainda assim, terá divisão de cotas e o investidor vai receber seu valor como cotista.

Quando começar a investir em ações?

Como este é um mercado um pouco mais complicado do que FIIs e renda fixa, o ideal é começar aos poucos e somente depois adquirir conhecimento sobre ações.

Esse é um mercado que oferece mais possibilidade de multiplicar sua renda, porém é mais volátil e, portanto, mais arriscado. 

Além disso, é legal ter em mente que para receber dividendos extraordinários, o investimento precisa ser de longo prazo.

Apesar de o mercado estar mais focado em renda fixa, hoje, a Bolsa de Valores está muito barata e poucas vezes ela esteve nesses patamares. 

Dessa forma, este é um ótimo momento para entrar nos ativos, pensando em pegar valorização da Bolsa no longo prazo.

Por isso, é importante diversificar o portfólio.

Três pilares para investir com planejamento

1- Reserva de emergência

Antes de mais nada, é de extrema importância ter um montante reservado para situações de emergência.

O ideal é deixar esse dinheiro aplicado em algum investimento de baixo risco e que fique rendendo com constância, como é o caso do Tesouro Direto, Selic ou CDB de liquidez diária. 

2 – Reserva de oportunidades

Além disso, parte de seu dinheiro precisa estar guardada esperando uma eventual oportunidade única de investimento.

Muitas vezes, precisamos ter paciência para esperar um momento interessante para comprar algum ativo. Se não, corremos o risco de comprar enquanto o ativo estiver em alta, e, assim, perdemos dinheiro com a desvalorização.

Lembrando que sua reserva de emergência não pode ser a mesma que sua reserva de oportunidades. É importante destinar partes diferentes de seu portfólio para cada uma delas.

3 – Renda Passiva

Por fim, encontrar uma forma de gerar renda passiva é uma ótima maneira de manter o fluxo de caixa funcionando a seu favor. 

Na Invius, utilizamos o mercado de opções para alimentar nossa reserva de oportunidades com o lucro das próprias operações, de forma passiva. 

Em 2018, quando estava buscando meios de financiar as minhas proteções, desenvolvi o método Sistema Diamante, que trabalha com opções para aumentar a sua rentabilidade na Bolsa.

Guia Do Iniciante em Opções

Como sair do zero e dar seus primeiros passos no mercado de opções

O Sistema Diamante é a soma de diferentes estratégias dentro do universo da renda variável, tendo como foco ações e opções.

Na prática, esse sistema te faz gerar renda recorrente com opções e alavancar de maneira segura, multiplicando seu patrimônio com gerenciamento total de risco.

Recomendação de livros

  1. A Única Coisa, de Gary W. Keller.
  2. O Homem Mais Rico da Babilônia, de George Samuel Clason.
  3. Os Segredos da Mente Milionária, de T. Harv Eker.
  4. Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter.

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