Emilly Shey e o universo das Criptomoedas

Será que a concepção de investimento, curto, médio e longo prazo é diferente quando falamos sobre criptomoedas? 

E o lugar que investimos, será que o lugar ideal para guardarmos nossas criptomoedas é uma corretora ou o Wallet Digital? 

No papo do At the Money #8 com Emilly Shey, você vai entender sobre as diferentes filosofias de mercado quanto ao assunto criptomoedas versus Opções. Principalmente a tese defendida por Emilly Shey ao apostar bastante no crescimento de uma moeda que foi hackeada recentemente.

Quem é Emilly Shey?

Especialista no mercado de criptoativos, Emilly tem passagem em grandes empresas do mercado financeiro, como a Empiricus e Traders Club, e já alcançou mais de 100 mil seguidores em suas redes sociais, onde compartilha insights sobre investimentos em cripto.

Quer saber mais? Você pode assistir o podcast completo a seguir:

E o que é o mercado de criptomoedas?

No mercado de criptoativos, existem vários projetos – cada um com seu token nativo – e com um objetivo diferente. 

O Bitcoin (BTC), por exemplo, tem a finalidade de ser um meio de pagamento, o dinheiro da internet. 

Já outras tecnologias são criadas para a possibilidade de desenvolver novos projetos neste mercado – como é o caso da Ethereum (ETH)

E ainda tem os tokens de games, memes da internet – como o famoso caso do token Shiba Inu (SHIB) – e vários outros.

Neste sentido, é importante entender que nem todo token funciona, necessariamente, como uma moeda de troca.

Diferentemente do mercado tradicional, em que você se torna acionista da ação, Emilly Shey explica que, no mercado de criptoativos, investir em um projeto é uma forma de financiá-lo, isso não significa que você se torna sócio ou detém parte dele.

Apesar de o mercado cripto estar cada vez mais se consolidando, Emilly afirma que ainda é muito distante dos investidores tradicionais. Por isso, este artigo vai tentar te explicar alguns conceitos famosos deste “mundo extremamente louco”. 

Veja a seguir:

O que é Blockchain?

O blockchain é a tecnologia por trás do desenvolvimento das criptomoedas. Funciona como um banco de dados que registra todas as operações de forma segura. 

Rotulado em grandes portais de notícias como uma das mais importantes inovações tecnológicas da atualidade, essas redes permitem que as criptomoedas rodem sem precisar de uma regulamentação de entidades maiores.

Em outras palavras, os próprios desenvolvedores conseguem controlar o funcionamento das criptos de forma mais simples e – ainda – segura.

O que é NFT?

NFT é a sigla para Token não-fungível. Basicamente, é qualquer conteúdo digital – como imagens e vídeos – registrado em blockchain. 

Fez sentido?

Uma alusão interessante que Emilly faz para explicar melhor esse conceito é um clube de benefícios. Por exemplo, se você compra uma determinada NFT, você ganha acesso a alguns benefícios exclusivos do projeto – como eventos e cursos – assim como acontece quando você se torna integrante de um clube de assinaturas. 

Criptogames

Nos últimos meses, houve um grande hype relacionado aos criptogames – aqueles jogos do mercado cripto que prometiam ao usuário ganhar dinheiro somente jogando. 

Apesar de a ideia ser muito boa, ela é insustentável. Emilly explica que essa febre começou com o Axie Infinity (AXS), que realmente funcionou e muitas pessoas ganharam um bom dinheiro. 

O jogo realmente pagava aos jogadores grandes taxas para que eles jogassem e se mantivessem ativos no ecossistema, o que é fácil de manter quando se tem poucos jogadores. 

Depois do boom, fica insustentável para o jogo manter as mesmas taxas de remuneração sem quebrar.

Stablecoin

Também é comum ouvirmos falar de Stablecoin. Esses ativos nada mais são do que moedas atreladas ao dólar, ou seja, que mantêm uma paridade de 1 para 1 com o dólar americano. 

Porém, é importante avisar que investir em uma Stablecoin não é o mesmo que investir em dólar, mesmo que pareça contraintuitivo.

No caso da Luna, por exemplo, a stablecoin UST que, na época, era a maior do mercado, perdeu a paridade com o dólar, o que ocasionou a falência de todo ecossistema da Luna e – consequentemente – muitos investidores perderam o dinheiro investido. 

O que é staking?

É quando você segura uma criptomoeda e recebe remuneração por isso – paga pelo próprio projeto. 

Os projetos oferecem esse serviço como uma forma de manter as pessoas compradas no token, evitando a manipulação massiva de volatilidade do mercado.

Segundo Shey, quando pegamos a economia de um novo projeto para analisar, os desenvolvedores disponibilizam na parte de tokenomics (uma seção que descreve a economia do projeto), a porcentagem de moedas atribuída para staking. 

Onde comprar criptomoedas?

Nas corretoras especializadas em cripto, também conhecidas como exchanges! Esse é o meio mais prático e mais seguro para negociar criptoativos.

Você compra os ativos diretamente na corretora e utiliza as redes – Ethereum, Solana etc – somente para fazer algum tipo de transferência (de corretora, de wallet, entre outros).

Cada exchange tem sua lista específica de criptomoedas, porém, os maiores ativos do mercado podem ser encontrados em quase todas as corretoras. 

Hoje em dia, a Binance é a maior exchange do mercado. Ela oferece mais eficiência em termos de rapidez para as transações e menos quedas do sistema. Então, se você é iniciante, o ideal é começar por ela.

Vale lembrar que alguns bancos tradicionais também estão começando a possibilitar negociações deste mercado, como é o caso da Nubank, que lançou a plataforma Nubank Cripto, ou o Banco BTG, com a plataforma Mynt.

Onde armazenar minhas criptomoedas?

O mais comum é deixá-la em Wallets, ou seja, carteiras digitais ligadas às blockchains que, na prática, oferecem mais segurança do que deixar seus ativos em corretoras.

De acordo com Shey, a probabilidade de você perder suas criptomoedas ao deixá-la diretamente na corretora é maior, devido a ataques cibernéticos.

Existem vários tipos de wallets no mercado: algumas conectadas à internet, que podem ser acessadas do google chrome, por exemplo, ou instaladas no celular. Dessas, as mais conhecidas são a MetaMask e a Blockchain.com.

Essas wallets são mais práticas e oferecem mais facilidade para transações. 

No entanto, são menos seguras que as chamadas cold wallets, que não são conectadas à internet, como as hardware wallets – dispositivos físicos que armazenam as criptomoedas, funcionando como um pendrive. Essas carteiras são mais seguras, porém mais burocráticas para fazer transações.

Como avaliar se uma criptomoeda tem valor?

Para a analista, o mais importante é acreditar no projeto. Esse é o primeiro passo para entender se um investimento vale a pena ou não. A partir daí, é preciso olhar para os seguintes parâmetros: 

  • Tem potencial para ser revolucionário?
  • Tem capital e grandes investidores – ou seja, têm dinheiro para se desenvolver?

Segundo Emilly, o início deste mercado foi conturbado, já que a maioria das pessoas não confiavam nos criptoativos. Hoje, com mais entendimento desta tecnologia, grandes empresas passaram a entrar com capital em diversos projetos. 

Aos poucos, o mercado vai se tornando totalmente capitalizado e com bom potencial de desenvolvimento. 

Então, se o projeto tiver algum tipo de investimento ou parcerias institucionais, isso será um bom indicador para avaliar se a cripto tem valor ou não.

Uma criptomoeda para apostar no crescimento?

Ao ser questionada, Emilly destacou a Solana (SOL) como uma boa aposta para o momento, apesar do recente hack sofrido. 

Muito parecida com a Ethereum, a Solana é uma plataforma que permite outros projetos (do mercado de cripto) rodarem.

Mesmo sendo muito nova, a plataforma já tem muita escalabilidade se comparada a sua maior concorrente, a Ethereum. 

Além disso, recentemente recebeu patrocínio do fundador e CEO da exchange FTX, Sam Bankman-Fried – nome importante no meio. Então, o projeto está capitalizado, e tem dinheiro para se desenvolver.

E ainda oferecem um diferencial: estão inovando o mercado. Os desenvolvedores anunciaram a possibilidade de um celular da Solana, voltado para o sistema descentralizado, o que deve viabilizar tanto a utilização do token (e expandir para ter mais usuários), quanto a disseminação do conceito de finanças descentralizadas (DeFi).

A Solana negocia em mercado com o token SOL, que também é sua criptomoeda para negociações dentro da plataforma.

Dica para iniciantes

Para quem está começando, a dica de Emilly é estudar o ativo que está sendo investido. 

É muito comum que as pessoas entrem em projetos sem saber o que é, só para não ficar de fora. Esse é um erro clássico de investidores iniciantes que deve ser evitado. 

A analista comenta que, se estivesse iniciando agora, começaria investindo nos projetos mais sólidos, como o Bitcoin e as grandes blockchains. 

E sempre alocando – aos poucos – um dinheiro que não vai comprometer seu patrimônio ou fazer falta no futuro.

Por fim, diversifique seu portfólio! Existem diversos tipos de investimentos e de projetos no mercado cripto e tradicional que funcionam melhor em diferentes cenários.

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