Como proteger a venda de CALL para não perder uma ação

A venda de CALL, ou Lançamento Coberto, é uma estratégia que podemos utilizar para gerar renda quando temos um ativo em carteira.

Porém, a taxa recebida por essa estratégia acontece em troca da obrigação de ter que vender o meu ativo por um determinado preço caso o mercado suba.

E aí fica a dúvida: o que eu posso fazer para evitar a venda dessa ação?

Hoje eu vou te mostrar como fazer essa “proteção”, tanto no mercado brasileiro quanto no mercado americano.

Venda de CALL

Antes de montar qualquer estratégia, temos que fazer duas análises super importantes.

A primeira delas diz respeito aos indicadores de performance, risco e preço de uma ação.

Essa análise nos ajuda a entender se o ativo com o qual queremos trabalhar vem de uma boa empresa.

Já a segunda análise, nos ajuda a entender qual é o potencial de alta e retorno dessa ação.

A partir dela, conseguimos definir não só qual a melhor estratégia a montar com uma empresa, mas também como devemos seguir com ela dependendo do cenário do mercado.

Pois bem, uma vez que fazemos essas duas análises, podemos começar a entender qual é a melhor forma de prosseguir.

Venda de CALL em ABEV3

Vamos supor que nós temos o ativo ABEV3, e temos interesse em fazer uma venda de CALL para rentabilizar a nossa carteira.

Fazendo a análise de de potencial de alta dessa ação a partir das informações de P/L e LPA, chegamos à conclusão que, em 3 anos, o ativo tem um retorno esperado de 30,9% ao ano.

Nesse momento, dá um frio na barriga em imaginar que podemos ficar de fora desse upside caso tenhamos que vender o ativo, certo?

Mas calma, nem tudo está perdido.

Existem algumas estratégias que podemos utilizar para rentabilizar a nossa carteira e diminuir o risco da venda de CALL.

Aqui temos o ativo ABEV3, negociado a R$ 12,74.

Quando fazemos a compra de um lote desse ativo, temos um delta igual a 100.

Isso nos indica que, a cada 1 real que essa ação sobre, nós ganhamos R$ 100.

Porém, quando fazemos uma venda de CALL, por exemplo, esse delta acaba caindo abaixo de 100.

Conforme o mercado vai subindo, o nosso delta vai ficando cada vez menor, até zerar.

Uma estratégia que podemos utilizar nesse caso é realizar a compra de uma opção longa.

1. Compra de uma CALL longa

O ideal seria escolher uma opção com vencimento acima de 1 ano, mas no Brasil é muito difícil encontrar essa condição com liquidez.

Vamos comprar então uma opção com vencimento para 109 dias, a R$ 1,25.

Como você deve ter notado, o delta da nossa operação foi para 164.

Isso significa que, se o mercado subir, iremos nos beneficiar do potencial de upside do ativo tanto na compra de ação quando na compra de opção.

Se o mercado cair, a opção vira pó e o nosso cost basis do ativo fica um pouco maior.

Porém, continuamos com o ativo em carteira.

Com isso, conseguimos realizar a venda de CALL mensal ou semanal (a que tiver liquidez) para rentabilizar a nossa carteira.

2. Venda de CALL com um vencimento mais próximo

No exemplo abaixo, vou fazer a venda de uma CALL com vencimento para 30 dias, com um strike de R$ 13,23.

Nosso delta continua acima dos 100.

Caso o mercado suba e se aproxime do nosso valor de strike (o que pode acontecer mais próximo do vencimento da opções), podemos encerrar a nossa operação com um pequeno prejuízo.

Dessa forma, mantemos o ativo ainda na nossa carteira e temos a possibilidade de recuperar esse prejuízo em uma próxima venda de CALL.

Venda de CALL em CSCO

No mercado americano, a possibilidade de executar essa estratégia é beneficiada tanto pela existência de opções realmente longas (acima de 1 ano) quanto pela liquidez dos vencimentos das opções.

Um exemplo que executamos no nosso canal de recomendações do mercado americano, o Opções e Oportunidades – USA, foi com o ativo CSCO.

Fizemos a compra de uma opção com vencimento para 654 dias, a US$ 6,60 e com strike de US$ 50.

Em seguida, vamos fazendo a venda de CALL semanalmente, o que nos permite gerar renda e diminuir o nosso cost basis.

Vamos seguindo a mesma estratégia (encerrando a posição caso o mercado suba e mantendo o nosso delta sempre acima de 100), e dessa forma, garantimos que teremos o ativo em carteira para aproveitar o seu upside a médio e longo prazo.

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